Eu achava que ter um filho era trabalho pesado. Eu não imaginava o que seria ter um filho que engatinha. Especialmente um que tem atração por cadeiras e baús. Para complicar ainda mais, Amianinho gosta de engatinhar até a parede da sala e, após tentar comê-la, tentar alcançar a tomada. A proteção de plástico que colocamos para evitar choque eétrico despertou nele outro impulso: o de comer a bendita pecinha de plástico. Não serão meses fáceis, estes.
Um lugar onde eu adorari traballhar é o Institute For the Study of the Ancient World, da New York University. Em primeiro lugar, porque Nova Iorque é um dos poucos lugares nos EUA onde a Sra Amiano aceitaria viver, e mesmoa ssim por pouco tempo (Bush deixou má impressão). Em segundo lugar, porque o instituto foi criado com uma magnífica doação privada, o que permitiu aos seus diretores (ou diretor, o Roger Bagnall) desenvolver uma estrutura espetacular: é um centro de pesquisa e pós-graduação, com um número muito pequeno de professores permanentes, mas principalmente pós-doutorandos que ali encontram os recursos ideais para deslancharem em suas carreiras. Dizem que aos poucos o ISAW vai formar um quadro permanente, mas eu não sei.
Uma coisa muito legal é que a idéia de mundo antigo ali é das mais amplas possíveis: do Mediterrâneo Ocidental até a China. Ou seja, integrando as regiões onde a civilização se desenvolveu primeiro e onde se expandiram os grandes impérios da antiguidade. Assim é que, no dia 8 de Março haverá uma discussão sobre a epigrafia do reino Campa (também chamado Champa), que dominou o centro e Su do Vietnam do século VII d.C. ao XIX. Ler sobre esse reino é mergulhar num mundo completamente alienígena à história ocidental, e talvez ainda mais rico: de origem Malaio-polinésia, os Campa estiveram em contato com a China, os mongóis, outras civilizações no Vietnam e especialment ecom a Índia – algumas das estelas inscritas são em Sânscrito. O que parece mais interessante, trata-se de uma região que permaneceu entre duas grandes civilizações/impérios, os chineses e os árabes/turcos. Tem um bom verbete na Wikipedia, vale à pena dar uma olhada.
Fui avisado que tem um problema com os links deste blog: o internet explorer fecha quando clicam em um link. Eu tentei, mas não deu problema. Isso aconteceu com mais alguém?
O PSDB deveria contratar o Tarso Genro.
2. A coisa está ruim ?A situação tá apertada? Já apertou o cinto até o último furo? Alegre-se: podia ser pior! Tyler Cowen elimina uma das soluções sendo discutidas para a crise financeira na Grécia, enquanto no Guardian Larry Elliot mostra porque a Irlanda não é um bom lugar para se viver neste momento.
3. Enquanto isso, em New York City, banqueiros e lobistas mostram na prática porque é que a Suprema Corte fez o que fez.
4. O NPTO assume sua condição triste de flamenguista e eleitor do Lula, mas apesar disso consegue usar o resto de sua sanidade para escrever um belo post comentando porque o Lula passa o rodo, mas o PT corre o risco de cair na descarga (ok, tô exagerando, mas o post é muito bom, vejam lá).
5. FHC é o pai. Serra é o filho rebelde que quer atenção. Serra não consegue criar um programa de governo porque não quer matar o pai. E Luis Nassif dá um belo exemplo do mal que a teoria psicanalítica faz para o jornalismo.
O cão de guarda do PSDB já falou muita bobagem sobre a Dilma. Desta vez, acertou na mosca. O candidato do PSDB vai ter que sair da comparação Lula-FHC, porque vai perder: basta olhar os índices de popularidade de cada um ao final do governo. O difícil vai ser sair desse esquema, porque como forma de estruturar a narrativa política a comparação entre o passado e o passado (como diz a jornalista) é muito forte. Só discordo quando o Guerra desnecessariamente acusa o PT de terrorismo. Podia dizer que o que espera para essa campanha é mais do mesmo, o governo tentando colar a imagem de uma candidata sem personalidade e projeto próprios na de seu criador, etc.
Ps: em termos de argumento político, concordo com esse artigo de FHC, no Estadão de hoje (via Nassif)
