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Os links, por alguma razão, ainda não estão aparecendo. Sugestões são bem vindas.

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Sobre o post abaixo: eu coloquei um link pra Livraria e Editora Saraiva, quando falei do Tristes Trópicos. Uma coisa que me deixou feiz quando vi essa página foi ver que o livro foi publicado no Brasil pela Cia das Letras. Quando eu o li, foi numa edição daquela bosta de Edições 70, de Lisboa: as páginas caindo aos pedaços, as fotos mal impressas, e o preço um absurdo. Mas aí vi que a edição brasileira não está muito barata também não, mas o que me chamou mais a atenção foi o fato de que o site avisa:

Previsão de Entrega*: Até 16 dias úteis para a Grande São Paulo1. Caso o produto não esteja disponível junto ao fornecedor, encaminharemos aviso por e-mail possibilitando o cancelamento do pedido ou prorrogação do prazo de busca.

Ou seja, um livro comprado online demora 16 dias úteis, quase um mês, para chegar na casa de um sujeito que mora na mesma cidade que a livraria. O Guide de l’epigraphiste me foi entregue pela Amazon francesa na Alemanha dois dias depois de ter sido encomendado. Seria revoltante se não fosse engraçado.

E enquanto no Rio de Janeiro, a capital cultural do Brasil, a estátua de Drummond é vandalizada pela enésima, vez, a França comemora o centenário de Claude-Lévi-Strauss. O Le Monde dá a notícia, e o New York Times tem uma reportagem sobre ele no caderno de livros. O melhor momento da reportagem é quando Lévi-Strauss reconhece alguns dos objetos em uma exposição, dizendo que eram dele, mas que ele teve de vendê-los para pagar um divórcio.

Quando eu estava na faculdade, O Pensamento Selvagem era o livro que separava os homens dos meninos.  O livro era tão denso quanto genial, descrevendo o pensamento não ocidental como iguamente complexo e sofisticado, capaz de comparações, classificações, em suma, de apreender a realidade de maneira às vezes mais rica do que a Enciclopédia Britânica. Mais tarde fiquei menos convencido da possibilidade de se falar de “o” pensamento selvagem, e confesso que perdi meu interesse pelo estruturalismo, tanto como forma de abordar o mundo quanto como jogo intelectual (parte da fascinação com pensadores franceses reside na possibilidade de discutir em bar). O livro que sobrevive melhor, para mim, é Tristes Trópicos, principalmente por aquilo que Lévi-Strauss diz logo no início que odeia tanto: o fato de ser um livro de viagens.

Bom, cá estamos, de casa nova. Foram seis anos no blogger.com. Comecei a escrever esse blog como uma forma de manter contato com a família e os asmigos, algo mais do que aquele “quais são as novidades” das conversas corridas no telefone. Com o tempo o Amiano ganhou leitores, poucos porém fiéis, virou um blog para descrever minhas desventuras em lugares tão diferentes quanto a China, a Itália, a Inglaterra, a Alemanha, a Turquia, a Tunisia, e até o Brasil. Acompanhamos duas eleiçõs para presidente no Brasil (Lula lá), duas nos EUA, duas copas do mundo, enfim, um monte de coisas.

Aqui espero poder fazer mais coisas. Já comecei a colocar os links aí do lado, e espero expandir a lista. Ainda preciso fazer alguns testes, mas pretendo integrar este blog com o site no Flickr. Bom, basta de enrolação, seja bem vindo e deixe seus comentários.