O Hermenauta arruina meu dia, com um post sobre o avanço do Criacionismo nas escolas particulares brasileiras. Eu gostei mesmo é da entrevista do diretor de ensino e desenvolvimento (devia ser diretor de mistificação e ignorâncias) do colégio MacKenzie, o senhor Cleverson Pereira de Almeida: precisamos ensinar o contraditório. Veja bem, o Criacionismo, quando ensinado na aua de religião, é uma bela estória, com a cobra malvada, o velhinho barbudo, uma fábula inofensiva. Na aua de ciências, senhor Cleverson, o criacionismo não é o contraditório. O criacionismo é uma estupidez.

O problema é que eu não consigo imaginar mecanismos administrativos ou políticos ou jurídicos pelos quais o MEC possa intervir nessa bazófia. E mesmo que existissem, será que o governo iria mexer nesse vespeiro? Infelizmente, me parece que a curto prazo a solução para esse problema está nas mãos daqueles que não têm o menor interessse, conhecimento, envolvimento com a matéria: os pais dos alunos, estes incompreendidos.