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Meus conhecimentos de economia são menores que meu saldo no banco. Mas a coisa mais importante sobre as mudanças na taxação da poupança me parece ser algo que tem sido pouco discutido (ou pelo menos eu não estou vendo a discussão). É o ponto levantado pelo Nassif, neste bom artigo:

“Apesar desses problemas, dessa complexidade, há um fato novo no ar. O Banco Central foi demovido de sua teimosia em não reduzir a taxa Selic. Ela irá despencar. Se o governo fizer uma boa ofensiva sobre a ponta do crédito, reduzindo tributação mas também obrigando os bancos a reduzir o spread, o país poderá ingressar em uma etapa inédita de crescimento, capaz de repetir os números dos anos 70.”

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Em Março eu passei uma semana em Helsinki, e acho que mencionei isso aqui, mas nunca mais falei do assunto. Aqui vai.

Chegar na Finlândia em Março é uma experiência interessante. E isso não foi só porque a Lufthansa fez a gentileza de me presentear com um upgrade pra classe executiva. É principalmente porque você não vê nada, com a paisagem coberta pelas nuvens. Até que vc percebe que aquilo não é nuvem, é neve: enquanto na Alemanha a primavera já estava chegando, a Finlândia estava maravilhosamente coberta pela neve. Durante a semana em que estive lá, a temperatura esteve entre zero e 5 graus, e na semana seguinte me disseram que caiu para -20. Algo inédito para mim, o mar Báltico estava congelado (foto).

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Eu estava pensando em como escrever este post já há algum tempo. Acho que desde que comecei a me preparar pra deixar o Brasil, quando recebi a notícia da bolsa de doutorado em Julho de 2001. Parti no final de Setembro do mesmo ano, e com o passar do tempo voltei cada vez menos. Mas sempre pensei no dia da volta. Agora o Idelber Avelar escreveu um texto muito legal, sobre ser expatriado, e voltar pro Brasil, aqui. Eu escrevi um comentário, mas tem mais coisa que precisa ser dita… Continue lendo »

Deu no Estado de São Paulo: líderes do PSDB, DEM e PPS assinam nota criticando o governo por taxar as contas de caderneta de poupança com mais de 50 mil reais. Disseram que isso afeta a economia popular. 50 mil? Economia popular? Este blog adere à campanha que se espalha pela internet e afirma: escrever nota eles sabem. Mas ler e contar

O presidente da República está entrando na sede de governo, encontra manifestantes e, ao invés de fugir da galera vai ver o que está acontecendo. A reclamação parece legítima, ele pede que façam um documento e diz que este será estudado. Manchete do Noblat e da Falha: Lula quebra o protocolo e atende manifestantes.

É impressão minha ou estes caras estão vivendo em outro país?

Ótima matéria no Guardian sobre a crise que se abateu na Iranda. 8.3% do PIB vai desaparecer no ano de 2009. A primeira vez que estive em Dublin o que mais me chamou a atenção foi a confiança e o otimismo das pessoas: Dublin é muito bonitinha, mas os dublinenses são um povo do cacete. Uma coisa que dava pra ver em 2005, todavia, é que ninguém achava que a crise podia vir. Quer dizer, ninguém das novas gerações: jantando com os sogros e alguns de seus amigos, todos falavam disso, para espanto dos mais jovens. Agora a crise veio, levando tantos irlandeses para fora de seu país, de novo. 

O que mais me desesperava quando eu estava por lá era a incapacidade das pessoas de verem que o sistema político do país é podre, que a idéia de que só um único partido consiga funcionar decentemente e os outros sejam tão desimportantes é lamentável.

Hoje: Creature Comforts

Creature Comforts é um dos vídeos mais legais que eu já assisti. O filmete foi feito por Nick Parks, o gênio que criou Wallace and Gromit, e é todo feito de bonecos de argila. O filme consiste de uma série de entrevistas com animais de um zoológico, as tartarugas, os ursos polares, chimpanzés, etc. O mais espetacular é que as entrevistas foram feitas com pessoas reais, de diversas partes do mundo – inclusive um jaguar brasileiro (ou será pantera?). O brasileiro acabou virando a criatura mais popular do filme, e para qualquer brasileiro que já morou na Inglaterra o que ele diz é absolutamente perfeito, as reclamações da Inglaterra, da natureza, da comida, do tempo… o mais legal é que o sotaque dele é tão forte, e ele faz alguns erros, e isso faz a gente se sentir ainda mais perto de casa.

O momento máximo de nerdismo na minha curta porém agitada vida aconteceu na primavera de 2003, quando o Na Prática me convidou a ir a Londres para ver a mega-exposição do Jornada nas Estrelas que estava rolando no Hyde Park aquele ano. A gente visitou um enorme pavilhão cujo interior era uma recriação da Enterprise, e o momento máximo foi quando entramos no elevador que nos levaria à cabine de comando, e um sujeito digno de paródia do South Park entrou conosco. Na saída, o Na Prática ainda comprou uma cerveja Klingon, e com isso entrou no meu panteão da consciência nerd avançada (foi mal, presidente, mas tive que contar isso)!

Fiquei pensando nestas coisas quando li esta resenha do novo Star Trek, no Guardian. Peter Bradshaw encheu a bola do filme, o que me fez querer ir ao cinema – coisa que não faço há muito tempo. O trailer, eu tenho que admitir, não me impressionou muito – o de Anjos e Demônios é muito melhor (mas este eu faço questão de não ver). Quando eu era garoto, eu costumava frequentar uma loja no decadente Niterói Shopping, chamada Além da Imaginação (e como podia ser diferente?). Eu ia lá para encadernar minhas minisséries e graphic novels, mas também para comprar quadrinhos importados. O dono da loja, um cara super simpático chamado Lúcio, e sua esposa, estavam sempre vestidos com aquele uniforme ridículo da Star Trek. Eu não podia falar nada, no entanto – alguém que está encadernando O Cavaleiro das Trevas não pode sair por aí chamando os outros de nerds….

Andava com a corda no pescoço, mas acabo de terminar um artigo que já estava atrasado. Ainda falta terminar de reler para corrigir o inglês, mas espero fazer isso hoje à noite. Ainda falta scannear três imagens também, mas isso será feito amanhã. Com isso são dois artigos este ano, um para um livro sobre a Itália no século V d.C. e o outro (o que acabei agora) sobre a convivência entre pagãos e crisãos na antiguidade tardia. Agora vem a parte mais demorada,a publicação. Para dar uma idéia de como isso demora, dos artigos que submeti em 2006, só um deles parece estar pronto para publicação (eu revi as provas no ano passado), e semana passada recebi as provas de um outro. Por um lado isso é bom, porque quando eu voltar pro Brasil meus artigos estarão começando a sair por aqui. Por outro lado, seria interessante ver alguma coisa publicada por aqui (já faz tempo que este e este saíram, de lá pra cá foram só resenhas).

Um anúncio de 1976 sobre a febre suína!