Quando a primeira linha de uma reportagem da CNN é  “The more often Americans go to church, the more likely they are to support the torture of suspected terrorists, according to a new survey.” 6 em cada 10 protestantes evangélicos brancos apoiam tortura. Ok, pode-se argumentar que a amostragem da pesquisa foi muito pequena, 742 duas pessoas. E pode-se (aliás, deve-se) argumentar que se a pesquisa tivesse a categoria protestantes negros as respostas poderiam ser muito diferentes. Aliás, se tivesse não brancos, digamos. Mas isso só faz reforçar um problema: será que a elite americana conservadora, que frequenta igrejas, é a favor da tortura? Eu não tenho certeza de que isso tem a ver com religião: tenho amigos católicos que são tão contra a tortura quanto eu. Mas uma questão interessante é: num sistema de crenças que se baseia na idéia de bem absoluto e amor absoluto, a idéia de mal absoluto que deve ser combatido parece ser mais fácil de ser difundida. Digo parece, porque tenho certeza que algum filósofo vai dizer que isso não é verdade: se o bem é absoluto por definição não existe espaço para maus sentimentos, ou coisa parecida. (hat tip: Andrew Sullivan)

Ps: qual seria o resultado de uma pesquisa destas no Brasil?