O momento máximo de nerdismo na minha curta porém agitada vida aconteceu na primavera de 2003, quando o Na Prática me convidou a ir a Londres para ver a mega-exposição do Jornada nas Estrelas que estava rolando no Hyde Park aquele ano. A gente visitou um enorme pavilhão cujo interior era uma recriação da Enterprise, e o momento máximo foi quando entramos no elevador que nos levaria à cabine de comando, e um sujeito digno de paródia do South Park entrou conosco. Na saída, o Na Prática ainda comprou uma cerveja Klingon, e com isso entrou no meu panteão da consciência nerd avançada (foi mal, presidente, mas tive que contar isso)!

Fiquei pensando nestas coisas quando li esta resenha do novo Star Trek, no Guardian. Peter Bradshaw encheu a bola do filme, o que me fez querer ir ao cinema – coisa que não faço há muito tempo. O trailer, eu tenho que admitir, não me impressionou muito – o de Anjos e Demônios é muito melhor (mas este eu faço questão de não ver). Quando eu era garoto, eu costumava frequentar uma loja no decadente Niterói Shopping, chamada Além da Imaginação (e como podia ser diferente?). Eu ia lá para encadernar minhas minisséries e graphic novels, mas também para comprar quadrinhos importados. O dono da loja, um cara super simpático chamado Lúcio, e sua esposa, estavam sempre vestidos com aquele uniforme ridículo da Star Trek. Eu não podia falar nada, no entanto – alguém que está encadernando O Cavaleiro das Trevas não pode sair por aí chamando os outros de nerds….