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… versão Afeganistão. Resenha do livro In the Graveyard of Empires, de Seth Jones, cientista político da RAND Corporation no New York Times. Como quase tudo que diz respeito ao fiasco das operações militares americanas nos anos Bush II, a conta é colocada na administração do Pentágono de Donald Rumsfeld: a decisão de mandar poucas tropas, a falta de investimentos e gestão na reconstrução do país, e o início das operações no Iraque são as causas principais. Permitiram a reorganização do Taliban, da Al-Qaeda, o envolvimento do Paquistão, a perda de apoio popular, a perda de apoio dentro da OTAN, etc etc. Eu concordo com tudo, mas tenho uma dúvida. Será que estas análises não são excessivamente confiantes que seguindo o recituário que conhecemos agora as coisas teriam dado certo? Que Rumsfeld e cia estavam errados desde o início é um fato, e muita gente boa já havia avisado. Mas será que uma intervenção nos anos Clinton, ou Obama, ou Roosevelt, teria tido resultado diferente? O autor (e  a maioria dos comentaristas) parte do princ[ipio de que sim, mas não custa lembrar que invadir o Afeganistão é uma coisa, controlar o país e dar uma cara civilizada ao governo é algo bem diferente. Britânicos e Russos fizeram o primeiro, falharam no segundo.

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Mais um episódio da série, desta vez em dose dupla. Com o inigualável Cookie Monster!

Cookie starts with C

Cookie Monster é entrevistado durante o escândalo de Cookie Gate.

Eu sei, eu sei, depois de ficar tantas semanas sem postar nada aparecer aqui pedindo favores (veja post abaixo, please!) é passar atestado de cara de pau! O mais interessante é que não falta assunto para discutir aqui, e para provar aí vai um pequeno giro pelo que tem frequentado meu radar:

1. Amianhinho completa 7 semanas nesta próxima quinta-feira. Não importa o que está acontecendo no Irã ou na Coréia do Norte, ou se Sarah Palin renunciou; nada se compara ao fascinante espetáculo de ver esse menino aprendendo a falar (aaaaaaahhhhh aaaaauuuuhhh, e por aí vai!), descobrindo que aquelas sombras (pai, mãe, avós, etc) têm rosto definido e que se ele apertar meu dedo eu faço qualquer vontade dele.

2. O quase sempre bom Nassif ficou bem pior quando decidiu que atacar o Sarney é fazer parte de um complô de direita. E ainda postou comentário de um leitor anunciando a descoberta que FHC nunca fez um doutorado! A imprensa realmente está jogando sujo e pesado com o governo PT, e ver algumas recém convertidas vestais confessando seus crimes chega a ser hilário (deviam ser punidas adequadamente, ie, enterradas vivas); FHC é uma figurinha carimbada no album das ilusões quebradas; mas tem coisas que realmente não dá pra afirmar.

3. Eu acho que vi o Andrew Sullivan defender o golpe em Honduras, foi isso mesmo? Quase me fez simpatizar com a linha dura iraniana.

4. Michael Jackson morreu, levando a MTV alemã parar de passar reality shows 24 horas por dia – agora é só 22 horas por dia, com 2 horas reservadas para covers de MJ ou vídeos de suas músicas comentados por músicos alemães obscuros.

Acadêmico balzaquiano acompanhado de mulher e filho, retirantes vindos do Norte para a grande metrópole de São Paulo para trabalhar como pós doutorando e lavador de pratos no departamento de História da USP procura apartamento em São Paulo.  O acadêmico em questão não conhece Sampa, mas ouviu falar que lugares como Lapa, Pinheiros, Pompéia, e Vila Madalena são os mais indicados: pertos da USP e com atrativos para uma família na qual menos de 50% dos integrantes fala o português (a mulher entende mas não fala e o filho não fala e nem entende, só tem 6 semanas). Sugestões de bairros, vizinhanças, corretoras de amigos, apartamentos de tias, quaquer coisa, são todas muito bem vindas na caixa de comentários  ou no email gutomachado@hotmail.com

Muchas gracias.