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Aqui em casa existe uma disputa amistosa, mas constante, sobre quem é o maior autor da música pop. A patroa e toda a família dea são da vertente Bob Dylan/Leonard Cohen. Meu coração e minha cabeça jogam no time Bruce Springsteen/Neil Young. É possível gostar de todos eles, como no meu caso (menos do Dylan, que eu acho murrinhento), mas para mim os dois últimos são, além de fantásticos poetas, artistas que transbordam de energia (mais o Springsteen do que o Young).

Esta semana que passou David Brooks publicou a melhor descrição dos efeitos da música de Springsteen sobre seus ouvintes.  Para comemorar o final de semana (mesmo trabalhando), fica aí um vídeo de The River.

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O que eu acho mais bizarro nessa estória toda sobre o artigo publicado pelo César Benjamin na Folha é que o César Benjamin tenha escrito aquele lixo. Que a Folha tenha publicado é apenas mais uma demonstração de que o editor perdeu a cabeça e não colocaram nada mais do que uma abóbora para colocar no lugar.

Escrevo de Clonmel, county Tipperary, Irlanda. Estou a caminho de Oxford para participar deste workshop, e aproveitei para trazer Sra Amiano e Amianinho para visitar a família. Está um frio dos diabos, e chove muito.

a grande notícia que não pegou ninguém de surpresa (a não ser pela extensão do ocorrido) é certamente o escândalo (mais um) de padres pedófilos – até a polícia estava envolvida em acobertar o que acontecia. Mas o que mais me chama a atenção é como todo dia aparece na televisão a notícia de que mais uma fábvrica, empresa, negócio, fechou em decorrência da crise. A maior empresa de turismo de massa, a Budget Travel, acaba de fechar. Enquanto isso, na terra do Lula, os pacotes de férias no exterior já estão todos vendidos para esse verão. A oposição vai cortar um dobrado em 2010, ah se vai.

1. A Borders, mega livraria americana, acaba de sofrer intervenção na Inglaterra. Quem visita a página da livraria encontra essa informação. Isso é má notícia por dois motivos: porque várias livrarias fecham com isso; porque eu costumava ir lá tomar café com o Na Prática, antes de ele ficar confraternizando com a elite do PSDB. Mas, como o editorial do Guardian argumenta, isso não deve obscurecer o fato de que novas ligvrarias, menores e mais especializadas, estão se firmando no mercado inglês.

2. Também no Guardian, a notícia de que o documento de divórcio de Thomas Paine foi reencontrado. O papelote estava perdido desde 1892, e é fundamental para a biografia de um dos pensadores mais interessantes do século XVIII – contando a história de T.P. causei considerável impressão na Sra Amiano no início de nosso relacionamento. Foi graças a esse divórcio que Paine conseguiu o dinheiro e a liberdade para ir para os Estados Unidos e virar radical de verdade.

3. Robert Darnton discute a controvérsia legal envolvendo o Google Book Search, a iniciativa do Google de criar a maior biblioteca digital do mundo. O argumento do Darnton é de que esse debate deveria ser mais público, que todos deveríamos estar envolvidos, mas que isso não está acontecendo. Eu basicamente concordo com os argumentos do Darnton, do Ministério da Justiça americano, e com dos governos da França e Alemanha – é perigoso concentrar tanto poder nas mãos de uma única empresa. Mas, do ponto de vista de alguém que não tem acesso a muitos destes livros, eu acho que a possibilidade de acessar esse material online é preciosa, e ninguém encontrou até agora uma resposta tão boa quanto a do Google.

4. Já que estamos falando de digitalização, a Blodelian library de Oxford disponibiliza 80 manuscritos antigos e  medievais completos.  Vai desde um menológio grego dedicado a Demétrio I Paleólogo, príncipe bizantino que governou Tessalônica no século XV antes de se mandar pro lado dos Otomanos, até o fantástico P.Herc.118, um dos papiros encontrados em Herculano (a cidade romana destruída pelo Vesúvio).

A Academia Francesa acaba de anunciar o falecimento do antropólogo Claude Lévi-Strauss. L.-S. reuniu as fantásticas qualidades de errar com frequência, bolar teorias malucas mas nunca ter medo de continuar fazendo estas coisas. Apesar de reconhecidamente ser incapaz de incorporar a história (diacronia) às suas análises, é um dos poucos antropólogos que permanecem leitura obrigatória para historiadores. Eu achava, e ainda acho, que ler O Pensamento Selvagem é uma daquelas experiências que te fazem mais inteligente. Na faculdade, o mundo se dividia entre os que leram e os que não leram esse livro.

O NYT tem uma matéria interessante sobre o The Onion.