* está muito frio aqui. E chove. Eu gosto de frio, mas com chuva é muito chato. E o pior de tudo, escurece cedo. E o Sol nasce tarde: são 7.40 da manhã e está escuro lá fora.

* apesar do que eu disse acima, é muito bom passar um tempo em Oxford (dãããã!). Isso não é uma pausa para refletir, para meditar sobre o trabalho ou a pesquisa. É um tempo para se lembrar do que é trabahar de verdade: acordar cedo, rever as notas do dia anterior, planejar o ataque a qual biblioteca, estar na biblioteca quando ela abre, ler uma tese de doutorado sobre Inocêncio I de manhã, comer um sanduíche andando de uma biblioteca para outra, ler a História Eclesiástica de Rufino de Aquileia, ler dois números de l’Anée Épigraphique, xerocar textos, ir a um seminário sobre a administração do império no final da antiguidade, jantar com o palestrante e organizadores do evento, voltar pro quarto para reler e fazer correções no paper que vou apresentar no sábado, desmaiar na cama… isso só pode ser feito aqui, onde você caminha de um ponto da cidade a outro, onde você encontra tudo e todos. Pensar, meditar, só no Brasil…

* e não é que a Borders fechou mesmo? Quer dizer, está fechando. Os livros estão sendo vendidos com até 50% de desconto. Os de História Antiga com 20% de desconto, e só sobrou porcaria. Tem mais é que fechar mesmo, aquele lixo.

* aqui na Inglaterra muita gente está comentando a decisão do governo trabalhista de transferir as universidades do ministério de educação para o ministério de indústria e tecnologia. Os traballhistas! Verbas estão sendo cortadas, e agora estão criando um comitê do governo para medir o impacto da produção acadêmica para decidir financiamento de pesquisa. Isso é uma idéia estúpida, e a Mary Beard respondeu bem a isso. Se é pro governo trabahista se comportar assim, mandem os conservadores!