2010 é ano de eleições gerais no Brasil, de eleições nos EUA e no Reino Unido. Amiano não deixará de se expor nestes eventos. Mas para deixar as coisas claras: eu estou pessimista. O panorama no Brasil, para presidente, não está nada bom. Ficar entusiasmado com o Serra ou a Dilma, até agora os únicos concorrentes de peso, é algo que eu não consigo fazer. Acho as duas candidaturas bizarras: o PSDB está insistindo no critério escorrega no horário de recreio (agora é a vez dele, fulaninho, deixa o amiguinho brincar porque ele ficou esperando esse tempo todo); o PT no candidato poste: indicar alguém com personalidade seria expor essa pessoa à crítica, então o melhor é candidatar um poste e torcer pra ninguém notar.

No momento, esse blog tende a votar muito a contragosto na Dilma, an esperança de que ela seja picada por uma mosca tsé-tsé e deixe o governo Lula começar (quem diria, seu Amiano!). O Serra passou 4 anos no governo de São Paulo, e foi um pouco como o Marlon Brando nos filmes mais recentes: uma pálida sombra do que já foi e do que tinha para oferecer, vivendo mais da reputação do que das realizações. Esse blog torcia para a candidatura do Aécio, mas isso não parece mais possível. Enfim.

Meu candidato seria alguém que mantivesse o mesmo nível de investimento do atual governo em educação superior mas sem forçar a criação de novas universidades, porque já temos universidades ruins em número suficiente. Que mantivesse a política econômica nas linhas gerais, mas baixando juros. Que ao invés de renegar investisse nas privatizações: reorganizando as agências reguladoras para que elas comecem a trabalhar (enquanto a Telefônica existir isso não será um país sério). Que dissesse ter vontade de fazer uma reforma fiscal (tanto receita quanto despesa). Que pegasse um dos 200 planos do Bresser e reformasse o funcionalismo público. e que mantivesse o Bolsa Família, colocando uma cláusula de contrapartida em algum lugar. Isso não vai acontecer, então desde já esse blog se compromete a ser ranzinza, desesperançado e extremamente crítico das platitudes e generalidades cuspidas pelos candidatos e pelo atual presidente.

Assinado: Amiano Marcelino corporation