Um lugar onde eu adorari traballhar é o Institute For the Study of the Ancient World, da New York University. Em primeiro lugar, porque Nova Iorque é um dos poucos lugares nos EUA onde a Sra Amiano aceitaria viver, e mesmoa ssim por pouco tempo (Bush deixou má impressão). Em segundo lugar, porque o instituto foi criado com uma magnífica doação privada, o que permitiu aos seus diretores (ou diretor, o Roger Bagnall) desenvolver uma estrutura espetacular: é um centro de pesquisa  e pós-graduação, com um número muito pequeno de professores permanentes, mas principalmente pós-doutorandos que ali encontram os recursos ideais para deslancharem em suas carreiras. Dizem que aos poucos o ISAW vai formar um quadro permanente, mas eu não sei.

Uma coisa muito legal é que a idéia de mundo antigo ali é das mais amplas possíveis: do Mediterrâneo Ocidental até a China. Ou seja, integrando as regiões onde a civilização se desenvolveu primeiro e onde se expandiram os grandes impérios da antiguidade. Assim é que, no dia 8 de Março haverá uma discussão sobre a epigrafia do reino Campa (também chamado Champa), que dominou o centro e Su do Vietnam  do século VII d.C. ao XIX.  Ler sobre esse reino é mergulhar num mundo completamente alienígena à história ocidental, e talvez ainda mais rico: de origem Malaio-polinésia, os Campa estiveram em contato com a China,  os mongóis, outras civilizações no Vietnam e especialment ecom a Índia – algumas das estelas inscritas são em Sânscrito. O que parece mais interessante, trata-se de uma região que permaneceu entre duas grandes civilizações/impérios, os chineses e os árabes/turcos. Tem um bom verbete na Wikipedia, vale à pena dar uma olhada.