Santo azar! Levo um tiro na melhor fase da revista!

 Acabo de ler (com atraso de semanas) a triste notícia de que Dick Giordano faleceu, aos 77 anos, em 27 de Março de 2010. Giordano fez parte do time que guiou a revista do Batman em sua melhor fase (até a chegada de Moore e Miller nos anos 80), com Neal Adams desenhando e Denny O’Neil escrevendo. Giordano era o arte-finallista, e junto com Adams ajudou a consolidar a imagem definitiva de Batman, como uma figura sombria. Giordano era excelente em criar drama, fazendo jogos de luz e sombras, numa época em que os artistas de quadrinhos eram muito mais “contidos! do que viriam a ser mais tarde.

Chega de Robin! Batman vai atrás de sua futura esposa

Estamos falando aí da primeira metade dos anos 70, quando Superman era um título vergonhoso, e a Marvel vinha patinando (tirando o Homem Aranha de Lee e Romita). A casa do Homem Aranha voltaria a se erguer poucos anos mais tarde, com CLaremont e Byrne nos X-Men, O’Neil e Adams nos Vingadores e um jovem Frank Miller fazendo o Demolidor. A influência de Giordano nestes artistas é (para um amador) clara.

Mais importante ainda, Giordano era um dos editores da DC naquela que eu considero sua fase de ouro moderna, quando as origens de Mulher Maravilha (George Perez), Batman (Miller) e Superman (Byrne) foram recontadas. Foi também a época do Cavaleiro das Trevas, do Monstro do Pântano, da Piada Mortal. Enfim, Giordano foi uma espécie de Gerson dos quadrinhos – um gênio carregando o piano.  

Um dia é do Espantalho, o outro é do corvo! Er...morcego!