Não entendi: o governo leiloou o direito de construir uma usina no mínimo polêmica, onde muito dinheiro vai ser enterrado. A líder do grupo que venceu o leilão é uma estatal, e o BNDES vai financiar o que faltar (nas palavras do grande líder, “vamos fazer sem o mercado”). É o fim do domínio das grandes empreiteiras, saudou o timoneiro. Com a garantia do dinheiro público, estas mesmas empreiteiras voltam ao negócio. Ou seja, na hora de se definir quem arca com as responsabilidades, o grande capital privado sai do jogo. Assim que o governo anuncia que vai construir o Brasil grande com a pujança de nosso déficit, o grande capital volta. E tem gente saudando Lula como o grande visionário?

Não dá pra gente celebrar o governo pelas coisas boas (e são muitas) que ele fez não? Tem que celebrar pelas cagadas também, em nome de uma retórica do Brasil grande que favorece TANTO ASSIM as grandes empreiteiras?