You are currently browsing the monthly archive for maio 2010.

Ultimamente a revista veja tem sido acusada de mau jornalismo.  Esta controvérsia em torno do Eduardo Viveiros de Castro (olha o currículo Lattes desse homem, meu Deus!) mostra que a revista conseguiu mudar de patamar: como ele mesmo mostra, a Veja acaba de adentrar o ramo do jornalismo burro. Por isso eu sou contra a reguamentação da profissão de jornalismo. Existem jornalistas inteligentes, competentes, experientes, etc (não na Veja, pelo visto). Mas cursar comunicação não te transforma em jornalismo, não te deixa mais inteligente e não te dá o monopólio da verdade. É como exigir diploma de História para ser historiador (o que a ANPUH, tristemente, está querendo fazer).

Não leia a Veja. Mas deixe de comprá-la pelo motivo correto. Não é porque ela apoia o candidato X ou Y. É porque ela é ruim mesmo.

Anúncios

Eu já reclamei muito do Gordon Brown aqui. Ele perde muito tempo procurando ser o que não é (Tony Blair). Etc etc. Mas o discurso que ele fez no encontro do Citizens UK é um dos melhores que eu já vi-ouvi. Ele está zangado com a possibilidade do progresso dos últimos 13 anos voltar atrás, está puto com aqueles que não acreditam mais nos ideais do partido trabalhista (com ele também, eu imagino). E fez o discurso que devia ter feito um mês atrás.

É duro pensar no debate político acontecendo no Brasil, quando um candidato é escolhido por falta de candidato melhor, e o outro porque estava na fila há muito tempo. Isso é uma coisa que eu não vou discutir com ninguém aqui. O governo Lula foi um progresso tremendo. O do FHC tinha sido um grande progresso, mas precisava do governo Lula para corrigir um monte de coisa (ênfases, políticas, etc).  Mas o período de redemocratização do Brasil deixa para as eleições de 2010, além de um país muito melhor do que o de quando Sarney chegou ao poder, um país sem lideranças políticas. Essa eleição é como um jogo de segunda divisão: as caneladas,trombadas e erros do juiz vão gerar muita discussão, muitas acusações de lado e lado e vão despertar muitas emoções. Mas não vai ser bonito de se ver e vai acabar em empate, sem que ninguém ganhe nada.

Esta semana olhando o filho brincar vi quando ele deu um tapa na bola de pilates da mãe. Vi a cara de entusiasmo dele, ao fazer a bola rolar com um tapa. Deu para vir a alegria dele nessa descoberta tão simples e fundamental. E eu passei cinco anos fazendo um doutorado, que meu deu prazer, mas nada tão imenso quanto a de dar um tapa em uma bola pela primeira vez. Ao invés de ficar pensando em coisas diferentes, acho que eu devia passar mais tempo tentando lembrar das coisas realmente importantes que eu fiz quando bebê.