A campanha acaba de sair de seu nível chulo das semanas passadas. Atingiu um nível de ridículo sem precedentes. Serra foi alvejado por uma bolinha de papel. A Grobo, a Falha, etc., estão fazendo o máximo possível para transformar isso em algo relevante. Isso é do jogo, e o jogo é de palhaços, então que façam palhaçada. Serra já havia enterrado qualquer passado digno que pudesse ter tido quando deixou sua mulher se pronunciar sobre aborto e criancinhas. Mas agora virou um cara ridículo, um paspalhão. Ou um energúmeno, no sentido usado pelo Merval Pereira sobre o Lula, na coluna de hoje. Com ele foram enterradas as grandres empresas jornalísticas brasileiras, que estão se expondo ao maior ridículo de todos os tempos.

É curioso contrastar a atitude de Serra com a de Collor, que na gloriosa campanha de 1989 foi a Niterói, foi alvejado por um ovo e ao invés de botar a mão na cabeça e fazer uma tomografia ficou putaço e queria partir pra porrada (bons tempos aquele em que o PT jogava ovos no Collor!). Bom, para quem quiser ir às próximas manifestações do Serra e fazer algo tão cretino quanto jogar bolinhas de papel nele, fica a dica: treine aqui, antes. E use papel higiênico, sujo de preferência, que ao menos depois ele vai ter algo a mostrar para as câmeras.

Disclaimer: esse blog condena qualquer ato de violência, física ou verbal. O que machuca na bolinha de papel não é a fisicalidade do ato, mas a humilhação. O próximo passo seria a torta na cara, o que não se faz.